segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Considerações pós Avatar.


O post de hoje será um pouco diferente.

Sei que passei um bom tempo sem postar, falhei com o COP15 (que se mostrou uma decepção), mas achei essa uma boa maneira de retornar ao blog nesse novo ano.

Acabei de ver o filme Avatar (para quem gosta desse tipo de filme, vale a pena. Quem ainda não viu talvez não goste de ler). Saí da sala de cinema com uma sensação estranha. Ele me deixou inquieta. Inúmeras questões podem ser levantadas a partir do filme, mas vou falar sobre o tema do blog.

Foi esquisito ver algo tão real. Fiquei com vontade de partir para a tela. Fiquei triste. O motivo? A maneira como eles tratam o novo planeta. Exatamente como tratávamos (e tratamos) aqueles que não compartilham da mesma crença e dos mesmos hábitos que nós. É claro, eles também mostram um desprezo incrível pelo meio-ambiente local.

Algo que ficou martelando na minha cabeça... Será que aqueles humanos que lutaram à favor dos Na'vi teriam a mesma bravura se ali não tivesse "vida inteligente"? Se fosse para defender a natureza do planeta, impedindo a ação destruidora dos homens... eles teriam a mesma coragem e a mesma determinação?

Sincera e infelizmente, eu acredito que não. Não haveria ali algo familiar o suficiente para eles arriscarem suas vidas.

Voltando para casa, no ônibus, vi uma mulher jogar um copo de água mineral pela janela, dentro de um canteiro de plantas. Fiquei pensando... o que custava segurar aquele copo até chegar em casa ou achar um lixeiro, de coleta seletiva ou não? É mais fácil jogar no chão. Não importa o resultado a longo prazo, e sim a curto prazo. Nós e nossa maldita pressa.

Pouco cuidado, nós temos. É triste quando Jake Sully fala em seu videolog sobre a ligação do povo Na'vi com a natureza. Nós não sentimos mais.

Quando foi a última vez que você parou e prestou atenção no belíssimo balé dos coqueiros à beira mar?

Quando você sentiu as gotas de chuva acariciarem sua pele, sem sair correndo desesperado para não chegar molhado nos cantos?

Quando você parou para sentir o cheiro da noite e ouvir os animais noturnos cantarem?

Ele tem razão quando fala que não existe mais verde aqui. O pouco que ainda resta, nós fazemos questão de destruir. Nas cidades impera o concreto, e aquelas que ainda não são tão desenvolvidas sonham com esse status. Nós e nossa sede por riqueza, por poder... não importa quem e o que será derrubado no caminho.

Que mania de achar que somos superiores, que temos a razão de tudo, que não precisamos conhecer mais nada novo, que bastamos, que não precisamos desses animais e dessas plantas. Raiva e tristeza se misturam. É somada a isso a desesperadora sensação de ser uma fraude, de não fazer o suficiente, de não colocar a mão na massa. Não sei se esse planeta ainda tem jeito, principalmente com os humanos presentes. Quero acreditar que sim.

Por favor, me avisem quando parte a primeira espaçonave para Pandora.

Imagem: Omelete.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Atividade na Amazônia.


No Jornal da Globo de segunda-feira, 13/07/2009, saiu uma reportagem sobre "o desenvolvimento econômico e preservação da natureza na Amazônia".

A Petrobrás está explorando o petróleo e o gás existentes na floresta. Apesar de não ser em grande quantidade, o petróleo é o melhor produzido no país e consegue manter uma grande parte da Amazônia. O gás de cozinha é o utilizado por todo o norte e parte do nordeste do Brasil e um gasoduto está em acabamento para o aproveitamento do gás natural, que vai substituir o óleo queimado nas termoelétricas.

Para toda essa operação alguns cuidados foram tomados, como o fato de o local ser um campo isolado no meio da mata fechada, o campo de Urucu, onde só é possível chegar através de barco ou avião.

A política de cuidado com o meio ambiente ameniza um pouco essas atividades, mas o que você pensa sobre isso? O desenvolvimento econômico vale explorar mais ainda a Amazônia? Será que essas atividades, e atividades futuras que podem receber mais atenção na floresta, realmente vão cuidar da natureza? E o olhar dos outros países para a área, causa algum risco?

Só espero que todos lembrem dos acordos e das metas contra o aquecimento global, e dos índices de destruição da floresta.
Reportagem na íntegra: Globo.com - Jornal da Globo.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dois eventos sobre veganismo.


A Sociedade Vegetariana Brasileira está promovendo nesse mês de julho dois eventos para vegetarianos, veganos e interessados que podem vir a adotar essas dietas.

No Rio de Janeiro ocorrerá o 12º Festival Vegano Internacional, nos dias 22 a 25 de julho, na PUC-Rio. O festival conta com palestrantes, curso de capacitação em dieta vegana, trabalhos científicos, oficinas, feira vegan, demonstrações culinárias e várias outras atividades que, além de reunir os veganos, vão ajudar aqueles que ainda estão dando os primeiros passos nessa dieta.

Em São Paulo está sendo organizado o 2º Salão Vegetariano, para os dias 23 a 26 de julho, na Bienal do Ibirapuera. O Salão terá uma feira veg, cozinha vegetariana e o seminário Alimentação Ética, Saudável, Sustentável, além de um show de encerramento.

As inscrições ainda estão abertas. Mais informações nos sites:

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Imagem: Abduzido.net

domingo, 5 de julho de 2009

Novo relatório.


Notícia do WWF Brasil: Faltando cinco meses para a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, em Copenhague, a Rede WWF divulgou um relatório sobre o avanço dos países do G8 + 5 (7 maiores economias, Rússia e 5 países em desenvolvimento, incluindo o Brasil) sobre as mudanças climáticas, lembrando que o Protocolo de Quioto impõe metas de redução dos gases do efeito estufa nos países industrializados.

Através desse relatório a WWF mostra que a Alemanha, Reino Unido e França são os países que mais contribuem na luta contra o aquecimento global e dessa forma vão conseguir alcançar a meta determinada pelo Protocolo.

Na contra-mão, Canadá, EUA e Rússia são os piores do ranking. O Canadá aumentou as emissões, os EUA ainda melhoraram pois antes estavam em último lugar, mas ainda emite além do limite e a Rússia nao tem eficiência energética e utiliza gás natural demais, que piora a situação. Nenhum desses 3 países vai atingir a meta do Protocolo.

A Itália e o Japão diminuíram as emissões de gases do efeito estufa, mas se continuarem assim não vão conseguir atingir as metas.

O Brasil não entra no ranking por ser um país em desenvolvimento e não ter metas obrigatórias, mas não pode deixar de ajudar o planeta e diminuir suas emissões, porém algumas attudes do governo contradizem o Plano Nacional de Mudanças Climáticas, lançado pelo mesmo para diminuir o desmatamento na Amazônia, entre outras medidas.

Para ver a reportagem e fazer o download do relatório acesse aqui o site do WWF Brasil.

Imagem: WWF.